RESENHA | NOT THAT KIND OF GIRL

livro (1 de 2)

Logo que foi divulgado que a Lena Dunham iria lançar um livro, eu já fiquei doida pra ler, mesmo sem ter ideia do que se tratava. Ela, como vocês devem saber, é criadora/produtora/diretora/atriz/tudo do seriado Girls, da HBO. Girls é meio que um Sex and The City, só que mais engraçado e mais jovem. Na época  em que o seriado saiu eu já fiquei doida, porque eu acho que falta enredos desse tipo na televisão, que mostram personagens de 20 e poucos anos. Eu, como uma pessoa de 24 anos, acabo assistindo dramas adolescentes ou, sei lá, Game of Thrones. Não tem nada que eu realmente me identifico.

Mas enfim, o seriado é assunto para outro post, já deu para contextualizar e entender quem é Lena Dunham, né?

Quando eu descobri que o livro seria uma espécie de autobiografia e não um romance, fiquei um pouco decepcionada, maaas, era o livro da Lena Dunham, e eu ia ler de qualquer jeito. “Not That Kind Of Girl” foi lançado em setembro do ano passado na gringa, e em novembro no Brasil (com o título “Não Sou Uma Dessas”). Eu acabei enrolando e fui comprar o meu só em dezembro, em uma viagem que fiz para o exterior – por isso o meu exemplar está em inglês. Depois eu enrolei mais ainda, e só fui ler este mês.

Esse livro é organizado de uma forma muito louca. São basicamente cinco partes (Love & Sex, Body, Friendship, Work e Big Picture). Mas, dentro de cada parte, você pode encotrar de tudo, desde crônicas até listas aleatórias do tipo “o que tem na minha bolsa” ou “e-mails que eu poderia ter mandado”. Mas obviamente que o forte do livro são as crônicas.

livro (2 de 2)

Na seção Love & Sex, ela conta um pouco sobre a sua vida amorosa, com casos super engraçados, bem no estilo Girls. Em Body, ela discute todos os problemas que já enfrentou por não aceitar o próprio corpo. #quemnunca A Lena é gordinha, mas já apareceu pelada na TV um milhão de vezes e, olhando de fora, parece que ela não está nem aí pro que vão pensar da sua aparência. Mas foi legal ver um pouco dessa questão por trás das câmeras e conhecer o histórico dela em relação ao próprio corpo. Em Friendship, dã, ela fala sobre as amizades. Ela conta histórias desde a infância até os dias atuais e rola até “girl crush”. A parte Work foi uma das minhas preferidas. Adorei ver como ela começou a carreira e como encara o trabalho atualemente. Quando ela conta como filmou Delusional Dowtown Divas, morri de inveja e quis muito ter vivido aquilo tudo. Outra coisa engraçada dessa parte é a Lena falando sobre os tempos de escola. Rendeu boas risadas. No final, vem a Big Picture, e rola uma conclusão de tudo, com um papo sobre terapia, sobre a morte, etc.

Umas das coisas que mais gerou repercussão a respeito desse livro foi uma crônica onde ela fala sobre estupro. Rolaram milhões de críticas, mas eu, pessoalmente, gostei. A história que ela conta abre uma portinha na nossa cabeça e faz a gente pensar: “mas peraí, a partir de que ponto é estupro?” E eu acho interessante isso, de questionar o conceito. No final das contas, parece que ela deu entrevistas falando que muitas coisas do livro não são reais, etc, etc. Mas enfim…

O livro não é muito cabeça, não vai fazer você repensar a sua vida. Mas é divertido e tem seus momentos. Eu gostei muito. Li em duas sentadas, porque é um texto muito fácil, gostoso, todo dividido em pequenas seções e ilustrado com desenhos MUITO fofos. É um livro que as meninas de 20 e poucos anos com certeza vão se identificar.

Separei algumas frases legais para dar um gostinho:

“When someone shows you how little you mean to them and you keep coming back for more, before you know it you start to mean less to yourself” – p. 49

“My mother says that’s normal, that men are proud of every one of their conquests, and woman wish they could forget it all” – p. 77

“He told me that popular kids never grow up to be interesting and that interesting kids are never popular”- p.167

“I’m concerned that if I ate differently, more vegetables ou less toast with butter and salt, I’d feel this insane burst of energy I can only begin to imagine. That a better, stronger, more productive me exists if I would take proper steps to change my life” – p. 235

Compartilhe:
Comente
Comente pelo Facebook
Deixe um comentário
* Preenchimento obrigatório. Seu email não será divulgado.

3 Comentários
  1. […] foi mais um livro da leva que eu comprei em Dezembro em Londres, junto com o Not That Kind Of Girl, que eu resenhei em agosto. Por isso, novamente, ele está em inglês. Enrolei, enrolei, mas […]

  2.   01/10/2015 - 13h12

    Oi Maria, tudo bem?

    Eu nunca li esse livro, mas sempre tive vontade porque acho a Lena uma mulher com muita personalidade e opinião. Gostei de ler sua resenha e ver como funciona a dinâmica do livro. Valeu!

    Seu blog é muito bom! Confesso que não sou muito adepta de maquiagens e vi que você posta bastante sobre isso, mas sem problemas! Estou adorando os outros conteúdos, principalmente sobre livros. Parabéns pelo trabalho.

    Um grande abraço

    http://www.vuou.com.br